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Capacidade

Alocação de equipe em projetos: como planejar horas por pessoa e mês sem sobrecarregar ninguém

Alocação de equipe em projetos é decidir, para cada pessoa e cada mês, quantas horas vão para cada projeto, dentro da capacidade que ela realmente tem. Feita em planilha, a alocação vive em duas versões que nunca batem: a do gerente que planeja e a das horas que a pessoa de fato aponta. Feita na mesma base do apontamento, ela mostra sobrecarga antes do atraso e ociosidade antes do prejuízo.

Atualizado em

Capacidade: o número de partida

Capacidade de uma pessoa no mês = jornada diária × dias úteis do mês, descontando feriados. Não é 160 nem 176 horas fixas:

  • Mês com 22 dias úteis e jornada de 8 horas: 176 horas de capacidade.
  • Mês com 19 dias úteis (feriados e emenda): 152 horas. Alocar 176 aqui já é sobrecarga.
  • Férias, licenças e admissão no meio do mês reduzem a capacidade daquele mês, e a alocação precisa enxergar isso.

Alocação por pessoa, projeto e mês

A unidade útil é pessoa × projeto × mês, em horas planejadas. Percentual esconde o mês curto; hora não. Somando os projetos de uma pessoa no mês e comparando com a capacidade dela, saem os três estados que a gestão precisa ler:

Leitura de alocação de uma pessoa no mês
SituaçãoSinalO que fazer
Alocada acima da capacidadeSobrecargaRedistribuir horas, renegociar prazo ou trazer mais gente antes do atraso
Alocada bem abaixo da capacidadeOciosidadeAntecipar trabalho, alocar em proposta nova ou rever contratação
Alocada perto da capacidadeSaudávelAcompanhar o realizado; a folga é para imprevistos

Planejado e realizado no mesmo lugar

A alocação só vale se for comparada com as horas apontadas. Pessoa alocada em 60 horas que apontou 95 no projeto revela escopo mal estimado ou retrabalho; pessoa alocada em 80 que apontou 20 revela projeto parado ou alocação fictícia. Nos dois casos, a informação é sobre o projeto, e chega a tempo de agir se a comparação for mensal, não no fechamento.

Como o Origami Pulse faz alocação

No Origami Pulse, a alocação é por pessoa, projeto e mês, em horas, por papel no projeto. A capacidade sai da jornada de cada pessoa e dos feriados cadastrados pela empresa. A grade semanal de apontamento vem pré-preenchida pela alocação, então quem seguiu o planejado só confirma, e o desvio aparece por projeto e por pessoa. A visão do time mostra o ano inteiro, mês a mês, com sobrecarga e ociosidade destacadas.

Perguntas frequentes

Alocação em percentual ou em horas?

Em horas. Percentual esconde que o mês tem tamanhos diferentes: 50% em um mês de 19 dias úteis é bem menos do que em um de 22. Horas contra capacidade real do mês é o que permite ler sobrecarga de verdade.

Quem deve alocar: o gerente do projeto ou a operação?

O gerente do projeto aloca a equipe dele; a visão de portfólio compara todos os projetos e sinaliza conflito quando duas alocações estouram a capacidade da mesma pessoa. Alocar centralmente sem o gerente costuma gerar plano que ninguém segue.

E quem trabalha em coisas que não são projeto, como comercial e administrativo?

Essas horas existem e custam. A recomendação é registrá-las em atividades da empresa, separadas dos projetos de cliente, para a capacidade disponível para projetos ser realista e o custo indireto ficar visível.

Com que frequência revisar a alocação?

Mensalmente para o planejamento dos próximos meses, e semanalmente para o mês corrente, junto com o fechamento do apontamento. Alocação revisada uma vez por trimestre vira ficção antes do fim do primeiro mês.