Capacidade
Quantas horas úteis tem um mês: a conta que muda o custo da sua hora
Um mês de trabalho não tem um número fixo de horas úteis: tem a quantidade de dias úteis daquele mês multiplicada pela jornada diária. Com jornada de 8 horas, um mês de 22 dias úteis tem 176 horas; um mês de 19 dias úteis, por feriado e emenda, tem 152. A diferença de 24 horas entre um mês e outro é 14% da capacidade da pessoa — e é por isso que dividir o salário por um número redondo, como 160 ou 220, entrega um custo hora errado em quase todo mês do ano.
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A conta, em uma linha
Horas úteis do mês = dias úteis do mês × jornada diária. Dias úteis são os dias de segunda a sexta, descontados os feriados nacionais, estaduais e municipais que caem em dia de semana.
Em um ano típico no Brasil, os meses variam entre 18 e 23 dias úteis. Com jornada de 8 horas, isso é uma faixa de 144 a 184 horas. Nenhum número único representa o ano inteiro.
| Situação do mês | Dias úteis | Horas úteis | Diferença para 176 h |
|---|---|---|---|
| Mês cheio, sem feriado | 22 | 176 h | — |
| Mês com um feriado em dia de semana | 21 | 168 h | −8 h |
| Mês com dois feriados e uma emenda | 19 | 152 h | −24 h |
| Mês longo, sem feriado | 23 | 184 h | +8 h |
Hora útil não é hora produtiva
Hora útil é o que o calendário permite. Hora produtiva é o que a pessoa de fato entrega em projeto. Entre uma e outra existe uma faixa que nenhum calendário mostra: reunião interna, recrutamento, treinamento, comercial, administrativo, retrabalho e o tempo que simplesmente não vira entrega.
Tratar as duas como a mesma coisa é o erro que derruba a margem sem aviso. Quem orça 176 horas de um profissional no mês está assumindo que ele passa 100% do expediente no projeto — algo que não acontece em nenhuma empresa de serviços.
- Horas úteis do mês: o teto do calendário, igual para todo mundo com a mesma jornada.
- Horas disponíveis: horas úteis menos férias, licenças, feriados locais e admissão ou desligamento no meio do mês.
- Horas produtivas: as horas disponíveis que viram apontamento em projeto. É a única base honesta para custo hora e para preço.
- Taxa de ocupação: horas produtivas ÷ horas disponíveis. É o número que quase ninguém mede e que separa quem sabe o próprio custo de quem chuta.
Por que 220 horas aparece tanto — e por que não serve aqui
O número 220 vem do cálculo trabalhista do salário-hora, que considera a jornada de 44 horas semanais e inclui os descansos semanais remunerados. Ele responde a uma pergunta de folha de pagamento, não de custo de projeto.
Para saber quanto custa a hora que você vende, a base precisa ser a hora que alguém realmente trabalha no projeto. Usar 220 dilui o custo e faz a hora parecer mais barata do que é; usar 160 por hábito faz o contrário em meses cheios. Os dois erram, em direções opostas, todo mês.
O efeito no custo e no preço
Exemplo didático, com números redondos para a conta ficar visível. Uma pessoa com custo total de R$ 12.800 no mês (salário mais encargos):
| Base usada | Horas | Custo hora |
|---|---|---|
| 220 (base trabalhista) | 220 h | R$ 58,18 |
| Horas úteis de um mês cheio | 176 h | R$ 72,73 |
| Horas úteis de um mês curto | 152 h | R$ 84,21 |
| Horas produtivas, a 70% de ocupação | 123 h | R$ 104,07 |
Como o Origami Pulse trata isso
No Pulse, a capacidade de cada pessoa é calculada por mês, com os dias úteis daquele mês, e é contra ela que a alocação é comparada — não contra um número fixo. O apontamento de horas separa hora em projeto, que cobra hora, de hora em atividade interna, que desconta hora, e é daí que sai a ocupação real de cada pessoa.
Com isso, o custo hora deixa de ser uma estimativa anual e passa a ser um número que a operação produz sozinha, mês a mês.
Perguntas frequentes
Quantas horas úteis tem um mês de trabalho?
Depende do mês. A conta é dias úteis × jornada diária. Com jornada de 8 horas, os meses do ano variam entre 144 e 184 horas úteis, conforme a quantidade de dias de semana e os feriados que caem neles. Não existe um número único válido para o ano inteiro.
Por que muita gente usa 220 horas?
220 é a base do salário-hora trabalhista, que parte de 44 horas semanais e inclui os descansos semanais remunerados. Serve para folha de pagamento. Para custo de projeto ela distorce, porque conta horas que ninguém trabalha em projeto.
Devo usar horas úteis ou horas produtivas para calcular o custo hora?
Horas produtivas. A hora útil é o teto do calendário; a hora produtiva é a que vira entrega em projeto. Dividir o custo pelas horas úteis assume ocupação de 100% e entrega um custo hora menor do que o real, o que se transmite direto para o preço.
Como descubro a taxa de ocupação da minha equipe?
Dividindo as horas apontadas em projeto pelas horas disponíveis no período. Só é possível medir onde existe apontamento de horas separando projeto de atividade interna. Sem esse registro, a ocupação é chute.